Livro Eleanor & Park

By Blog Diário Galáctico - setembro 17, 2019




Livro: Eleanor & Park
Editora: Novo Século
Autora: Rainbow Rowell

Sinopse (escrita por mim):

O livro se passa na década de 80 e conta a história de um casal de adolescentes que estão no ensino médio e são amantes da cultura pop, ou seja, são Geek!
Eleanor é introvertida e vive uma vida muito dura e sofre muitos preconceitos por ser ruiva e gordinha. Sua vida é extremamente ruim, seu padrasto é um tremendo babaca e maltrata sua mãe e seus 5 irmãos. Já Park possui uma vida bem oposta a de Eleanor. Apesar de ser descendente de coreano num lugar xenofóbico e ter pequenos atritos familiares, seus pais se amam muito e sua vida é bem normal e tranquila.

O casal se conhece quando Eleanor entra no ônibus e sofre com piadinhas sobre seu cabelo e suas roupas largas. Sem local para sentar, Park acaba cedendo o acento ao seu lado. Conforme os dias se passavam, Park foi percebendo que enquanto lia sua HQ, Eleanor também compartilhava da leitura por cima de seus ombros.

E assim o casal foi se aproximando.


Minha opinião: 





Adorei essa história, pois ela me fez ter um misto de sensações durante a leitura. O livro foi escrito sob duas perspectivas, a de Eleanor e a de Park. Em determinados momentos fiquei muito triste com a vida de Eleanor, mas em outros fiquei feliz por vê-la viver todas as experiências que viveu. Tive nostalgia de uma época que nunca vivi e conheci novas bandas de rock da década de 80.

Conforme fui lendo, me identifiquei com alguns pontos da vida de Eleanor, como ser muito tímida e introvertida na adolescência e, apesar de eu não ter tido 5 irmãos, também tive uma vida difícil (um dia quem sabe conto um pouco da minha história aqui).

Eleanor tinha uma família totalmente desestruturada. No início foi expulsa de casa pelo padrasto e foi morar com os antigos vizinhos. Mas depois de um tempo precisou voltar a morar com a mãe, seus 5 irmãos e o babaca do seu padrasto numa casa menor, onde todos os irmãos dormiam no mesmo quarto e nem privacidade para ir ao banheiro as pessoas tinham pois o banheiro não tinha porta.

Deu muita agonia ver todo sofrimento de Eleanor e fico triste em pensar que existem pessoas reais no mundo que também sofrem dessa forma. E ela era tão humilde que em alguns momentos chegava a dar pena, como quando ela disse que iria gastar as pilhas do walkman do Park escutando suas músicas ou quando eles estavam no maior amasso na sala da casa dele e ela lembrou que seu sutiã tinha a alça remendada.

Mesmo com o sofrimento de Eleanor, o livro me trouxe aquela sensação gostosa de amor de adolescência. Achei tão fofo o início da história, quando os personagens sem nunca terem trocado palavras, se comunicavam com ações subentendidas de Park quando deixou Eleanor ler suas HQs por cima do ombro, ou quando ele deixava emprestadas suas HQs e Walkman no acento do ônibus para a menina levar. E o livro também passa a sensação de felicidade por Eleanor, que mesmo vivendo o caos, tinha seus momentos de alegria quando esperava todos da casa dormir para escutar as músicas que não conhecia e ler os livros que Park a emprestara.

Eu amo histórias que se passam nos anos 80 sejam elas de filmes, séries ou livros. Acho que me dá uma sensação de nostalgia, apesar de eu nunca ter vivido naquela época... Toda vez que leio ou assisto algo relacionado a essa década, sempre aprendo alguma coisa nova. E nesse livro, eu aprendi muitas coisas. Amei as citações de histórias em quadrinhos como X-men e Watchmen e tive mais contato com bandas de rock dos anos 80 que Eleanor e Park escutavam como The Smiths, Joy Division, U2, David Bowie e etc que eu já gostava antes, mas que agora tive mais um motivo para gostar. E para melhorar a experiência da minha leitura, fiz até uma playlist no Spotify com as músicas e bandas citadas.

Caso vocês também queiram ter essa experiência, o link da playlist segue abaixo:





Pois bem, conforme Park ia ganhando a confiança de Eleanor, acabou se tornando seu porto-seguro e começaram a viver um romance escondido, já que Eleanor jamais poderia apresentá-lo à sua  família caótica. E depois de muito esforço para conseguir lidar com sua introversão em relação à família de Park, Eleanor começou a frequentar a casa do menino e a vivenciar um lar que, apesar dos conflitos internos, era um lugar acolhedor e amoroso.

Contém Spoilers

O livro vai mostrando o romance do casal e o quanto eles eram felizes juntos, mas um ponto positivo para a autora é que ela descreve um romance real, com alguns conflitos de casais, que por sinal chegam até a serem fofos. Como quando Eleanor sente ciúmes de Park quando descobre que ele namorou a sua maior inimiga da escola.

É uma trama que te envolve e você não consegue parar de ler. Mas tiveram partes que não sei se li direito, mas não entendi algumas pontas, que pra mim, ficaram soltas. Por exemplo: pra onde a mãe de Eleanor foi? Pois no livro diz que o tio da Eleanor foi até a cidade onde a irmã morava e logo em seguida descreve que os irmãos não foram mais pra escola e que não tinha mais ninguém na casa exceto o padrasto. Então ela foi para a casa do irmão? Fiquei com essas dúvidas e se alguém prestou mais atenção que eu e souber me responder, diz nos comentários!

Outra coisa que também fiquei bem chateada é: porque Eleanor não respondeu as cartas de Park depois que foi morar com os tios e nem quis receber as ligações? Não entendi o objetivo real disso... Eu sei que a autora quis uma trama baseada na realidade. Mas o sentimento que fica em nós leitores é o de coração partido.

Não Contém Spoilers

No todo gostei muito da escrita da autora. É um livro que mostra indiretamente alguns problemas sociais como bullying que a Eleanor sofreu na escola, xenofobia por conta de Park ser coreano, preconceitos relacionados a meninas usando roupas largas e meninos usando maquiagens, violência doméstica sofrida pela mãe de Eleanor e dramas familiares que tanto Eleanor quanto Park também passaram.

Bem, é isso! Espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!

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